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26 de outubro de 2010


Rosas mortas

Rosas despetaladas rosas...
Fundem-se pedintes de olhar...
Piedade...
Descoloridas, inertes na inércia; jogadas,
sem vaso, sem terra, sem água,
por sobre a mesa, amordaçadas.
Pragas por entre as folhas rasgadas,
rosas tristes rosas desbotadas,
são apenas rosas, esquecidas, fenecidas,
sem vaso, sem água, sem nada!

EDNA FIALHO

3 comentários:

  1. Caracas, que coisa mais divina! Amei seu novo trabalho. Sucessos!

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  2. Bonito texto. Vc é uma artista...Bravo! Bravíssimo!!!

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  3. Impressionantemente belo esse pequeno texto de tão grandioso poder... Rosas fenecidas...Olha que coisa poética...Garota...Parabéns!

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