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18 de dezembro de 2011


 Candeeiro

Não se pode impedir um corpo flamejante
que só quer se expor, promover frenesi
ao se desnudar por inteiro, ou em partes,
aguçando o imaginário de quem observa,
suas explosões incendiárias, numa ritualística
que queima olhos meninos;- de fascínio!

Na loucura da boca sedenta do beijo
segregando demências;- no toque que promove
o suor dançante que escorre e incorre excitação,
não se pode calar a fúria lasciva do grito
que só quer gritar um corpo envolto em...”desejo”.

Não se pode embrulhar para presente
um corpo conciso em si a evidenciar-se "oferta"
à estrada de pecados, exaltado em luxúrias,
e, execuções de gozos em liquidações de prazeres,
a se mostrar de saltos altos, no palco,
entre pernas ornadas por rendas e fitilhos.

Sedosas meias, encobrindo, parcialmente...
as coxas que inflamam quando declamam seus ofícios,
engendrando movimentos persuasivos,
voluptuosos, embebidos no afrodisíaco néctar
de exuberante corpo a compor o paraíso perdido.

Não se pode impedir um corpo exaltado
de exibir delícias, lambuzado de malícias,
nas mágica nuances do remelexo dos quadris
a oferecer-se à capciosos olhares,
à cobiça das mãos que querem tocar, rasgar...prazer!

Não se pode deixar de experimentar
a perversão gostosa, libertando
e algemando vontades que escravizam,
atiçam movimentos desordeiros
escritos em pergaminho pagão
decretando a maior sentença
desse corpo pecaminoso... " a sedução"!
Edna Fialho


3 comentários:

  1. Delícia de fotos, delícia de textos. Um beijão pra ti guria, isso é lindo.
    Renato Linhares Blumenau SC

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  2. Isso e lindu demais! Antonio Vinhas Paraguai

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  3. Edna, tua poesia mexeu profundamente comigo.
    De uma beleza profunda e um erotismo avassalador vc conseguiu me excitar. Adorei.
    Venha conhecer meu blogue. Te espero lá.
    beijos

    Rangel

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